QUEM SOMOS / NOSSA HISTÓRIA

Presidente de honra:

Neusa Pellizzer

Corpo administrativo:

Presidente: Prof. Rafael Pellizzer Soares (USP)

Vice-Presidente: Profa. Maria Clara Duarte Fregolente (UNICAMP)

Tesoureira: Profa. Karina Maretti Strangueto (UNICAMP)

Secretário: Prof. Felipe Pinheiro (USP)

Colaboradores:

Ariane C. Machado

Eduardo Martini

Gabrieli Priscila Simões

Neusa Pellizzer

Antigos colaboradores, saudosos amigos:

Profa. Angela L. Drezza

Profa. Camila Molena de Assis

Profa. Carolina T. Rio

Profa. Catarina F. S. Bonança

Profa. Daniela dos Santos

Profa. Érica Janecek de Mello

Psicóloga Heloisa Bueno

Prof. Hugo Schetini

Profa. Juliana Polli Rocha

Psicóloga Juliana Bastos Ohy

Profa. Mariana Nascimento

Milena Maretti Strangueto

Profa. Mirian Salvestrin

Prof. Sérgio Magno

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O Cursinho Professor Chico Poço, organização não governamental com o intuito de proporcionar a alunos de baixa renda a chance de se preparar em pé de igualdade para os vestibulares das melhores faculdades do país, é fruto de uma luta constante de seus idealizadores e fundadores. Segue relato, elaborado por Rafael Pellizzer Soares, presidente da ONG Cursinho Professor Chico Poço, sobre a história da iniciativa, e sobre o que é o CP².

1. A história

No início de 2005, em um encontro familiar, Rafael Pellizzer e sua tia, Neusa Pellizzer, tiveram a idéia de criar um cursinho para pessoas carentes, em homenagem ao professor Chico Poço.

Chico Poço e Neusa Pellizzer estiveram juntos nos últimos anos de vida dele, mas naquele momento, havia acabado de falecer. Além de professor de matemática, foi vereador em Jundiaí por vários anos, e tinha um projeto de criar um cursinho com este intuito, mas por alguns motivos ele não conseguiu.

O ano de 2005 foi cheio de idéias e conversas com pessoas que poderiam ajudar a realizar esse projeto, porém não foi nada muito concreto.

No começo de 2006, Rafael conseguiu reunir quase quarenta pessoas, muitos amigos, para os quais já tinha sido apresentado o projeto do cursinho e todos queriam ajudar de algum modo. Entre os presentes estavam advogados, publicitários, professores, engenheiros, jornalistas, entre outros.

Passaram o ano tentando colocar em prática tudo que estavam decidindo. Em um certo momento, a prefeitura da cidade mostrou-se disposta a ajudar, até perceberem o quanto era burocrático esse processo. Tudo que envolve governo é demorado e cuidadoso. Já quase no fim do ano, tudo que parecia certo com a prefeitura desmoronou por questão de detalhes. Alguns dos profissionais, antes bastante interessados em colaborar com o projeto, desanimaram, mas outros (principalmente Felipe Pinheiro e Rafael Zanini) deram muita força pra que o projeto seguisse em frente, porém por conta e risco próprios.

2. A Fundação da ONG Cursinho Professor Chico Poço

Em Dezembro de 2006, começaram as reuniões voltadas pra montagem do cursinho. Nessa altura, havia menos de dez pessoas por encontro, mas todos bastante empenhados no projeto. Em um mês, foi feito o necessário para se tornar uma ONG (organização não-governamental): ata de fundação, estatuto, definição dos cargos de diretoria. Depois de mais problemas com burocracia, mais especificamente, no cartório, conseguiram alcançar o objetivo. Formou-se a ONG CURSINHO PROFESSOR CHICO POÇO. O problema que apareceu logo em seguida, foi para conseguir um CNPJ (cadastro nacional de pessoa jurídica) na receita federal. Isto não foi resolvido até então, mais uma vez, por causa de detalhes burocráticos do governo.

3. O dia da inscrição e da prova de seleção dos primeiros alunos

Em Janeiro de 2007, foi feito um modelo de cartaz / panfleto de divulgação do cursinho, e juntos fizeram a distribuição dos mesmos pelas ruas de Jundiaí. Foi-lhes doado um banner com o logotipo do cursinho, que por sinal, também foi feito por uma publicitária, amiga de Rafael, e sem nenhum custo. Com apenas uma semana de divulgação e três dias de inscrição, tiveram mais de cento e cinqüenta inscritos. As inscrições ocorreram no Lar Anália Franco, um lar para crianças carentes. Este é o local onde hoje acontecem as aulas. Eles emprestaram seu refeitório, uma sala grande, para que pudessem receber e acomodar os 80 futuros alunos. Todos preencheram um questionário sócio-econômico que junto à prova de seleção, serviu de auxílio quanto ao preenchimento das vagas. A taxa de inscrição era de cinco reais. Essa taxa foi cobrada apenas para ajudar com os custos de impressão das provas.

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Foto 1 - Dia de inscrição. Amigos (alguns deles, hoje professores) trabalharam voluntariamente

A prova de seleção ocorreu no Colégio Divino Salvador, onde o Professor Chico Poço lecionava. Eles também cederam seu espaço, colaborando com o projeto, sem custos. Foram os próprios professores do cursinho que montaram os exercícios e fizemos o caderno de prova, e, após a aplicação da mesma, corrigiram todas as questões, para, num momento seguinte, analisarem aqueles que teriam sua vaga no curso.

Professores e colaboradores trabalharam pra que tudo acontecesse da melhor maneira possível. Repórteres de jornais da cidade cobriram a ocasião.

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Foto 2 - Dia da prova de seleção dos primeiros alunos, em sala de aula cedida pelo Colégio Divino Salvador

4. O primeiro dia de aula

Depois de três meses de muito trabalho e dedicação, o sonho de um cursinho popular, imaginado por Chico Poço e dado continuação por Rafael, Neusa, amigos e colaboradores foi realizado. Foi comprado material apostilado do cursinho Cooperativa do Saber, localizado na cidade de Campinas, sendo este, o único custo dos alunos. Um bom cursinho particular custa pelo menos 800 reais, mas este cursinho oferecia essa oportunidade por 30 reais por apostila, de duração aproximada de um mês e meio cada. A empresa BIC doa canetas e lápis, que são repassados aos alunos. Também receberam doações de livros e apostilas de outros cursinhos, que junto com os livros que já estavam no acervo do Professor Chico Poço, formaram a biblioteca.

Com um corpo docente formado por vinte professores, a grade horária foi montada no período noturno, com aulas extras aos sábados.

No dia cinco de Março de 2007, segunda – feira, começaram as aulas com uma palestra de professores e organizadores. Rafael Pellizzer, como presidente da ONG, comandou a recepção aos alunos, discursando sobre a história do projeto, o grupo de professores, os colaboradores, as normas e regras que eles e todos os funcionários deveriam cumprir. Neusa Pellizzer também falou sobre o início da idéia do cursinho e os coordenadores do Lar Anália Franco, Adelaide e o seu Jairo, comentaram sobre como deveria ser a responsabilidade dos alunos com o local de estudo.

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Fotos 3 e 4 - Primeiro dia de aula do recém-fundado Cursinho CP²

5. Nosso diferencial e nossa proposta

O Cursinho Professor Chico Poço, que tomando as iniciais seria CPCP, teve definida, num surto matemático, como sigla ou nome fictício CP². Existem outros cursinhos parecidos em Jundiaí, mas o diferencial deste para os outros são: orientação vocacional, realizada por psicólogos amigos, que todos os sábados trabalham junto aos alunos; a biblioteca que foi montada no Lar Anália Franco, com livros doados, apostilas de outros cursos e livros do Professor Chico Poço; plantões de dúvidas durante a semana e aos sábados; aulas extras de inglês e redação aos sábados; palestras sobre profissões também aos sábados, com amigos que queriam de ajudar, mas não sabiam como.

Para apresentar a proposta do cursinho, segue abaixo um trecho da Ata da Assembléia de Fundação da ONG Cursinho Professor Chico Poço:

“O Presidente da Assembléia declarou os eleitos empossados em seus respectivos cargos, convidando a assumir a direção dos trabalhos o Presidente eleito, o qual usando a palavra agradeceu a colaboração de todos e declarou definitivamente constituída, desta data para o futuro a ONG CURSINHO CHICO POÇO, que tem por objetivo principal auxiliar os alunos a ingressarem numa universidade, dando-lhes subsídios educacionais que contribuam para a sua aprovação no vestibular, gratuitamente, ou a um preço acessível, quando necessário, estimular e desenvolver o pleno exercício da cidadania através da educação para melhorar a qualidade de vida da população, promover a assistência social beneficente nas áreas de educação e cultura, difundir atividades educativas, culturais e científicas realizando conferências, seminários, cursos e treinamentos, que visem uma plena integração social, desde que aprovados pela DIRETORIA EXECUTIVA, estimular a parceria, o diálogo e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando junto a outras entidades de atividades que visem interesses comuns.”

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